Blog

Analistas de Projetos e de Políticas Públicas do Estado do Rio Grande do Sul

ATITUDE LOUVÁVEL

No final da manhã de hoje o nosso aguerrido colega Patrício (SSP) entregou ao presidente do SINTERGS um requerimento firmado por 12 integrantes do Conselho Deliberativo do nosso sindicato.
Consta naquele documento: “Os representantes Setoriais e integrantes do Conselho Deliberativo, abaixo firmados, requerem que conste no Edital de Convocação da Assembleia de Prestação de Contas de Março/2011, para ingresso na referida Assembleia, entre outros critérios, a exigência de identificação do associado, documento com foto, bem como a apresentação de um dos três últimos contracheques. Tal medida torna-se imperativa a fim de evitar que, a exemplo do ocorrido na Assembleia do dia 28/02/2011, haja a participação de não-associados.”. (grifei)
Quero, pois, parabenizar esses colegas e dizer que esta atitude louvável é um gesto de consideração e respeito a todos os associados do SINTERGS.
Agradeço em nome de todos aqueles que, com esse documento, se sentiram representados pelos conselheiros signatários.
De fato, a atitude vergonhosa patrocinada pela diretoria do sindicato no dia 28/02, de infiltrar não-associados (sabe-se lá de onde tiraram aquelas pessoas) em nossa Assembleia não foi apenas um ardil típico do submundo sindical. Foi um ato desrespeitoso com todos os colegas que ainda suportam pagar a mensalidade sindical mais cara do Rio Grande do Sul (e pagamos para empobrecer!).
Portanto, se fizeram isso numa Assembleia convocada apenas para decidir o que já havia sido irregularmente (sem apreciação do Conselho Deliberativo) decidido e contratado pela diretoria do sindicato (os inúteis e caros outdoors chapas brancas), imaginem o que essa turma pretende fazer numa Assembleia de prestação de faz de conta, na qual tentarão justificar o injustificável.
Não duvidem de que o mágico David Copperfield possa vir a ser o escolhido para fazer a apresentação contábil da gastança, pois só um ilusionista poderá fazer alguém acreditar que em uma casa, com apenas 8 funcionários, sem automóvel, sejam gastos, adequadamente, 200 mil reais por mês, mais de 2 milhões por ano.
Nem a “Velhinha de Taubaté”, de Luís Fernando Veríssimo, engoliria essa, pois, há muito tempo não se vê qualquer acréscimo patrimonial em nossa entidade sindical.
Podemos dizer que temos um sindicato com produção zero (nenhum projeto) e com perdulariedade astronômica.
Para completar, jogaram fora a nossa GIC e permitiram que outras categorias passassem à frente nas negociações com o governo.
Para eles, ser ruim não é o suficiente. É preciso ser cada vez pior.
Mais uma vez, agradeço a todos os colegas do Conselho Deliberativo que firmaram o requerimento que pugna por um mínimo de decência na próxima Assembleia da nossa categoria. Estão todos de parabéns.
Por fim, deixo duas perguntas para os leitores do blog:
Alguém já teve acesso à Ata da Assembleia do dia 28/02? Duvido!!!
Será que a diretoria do SINTERGS (“Sindiquieto”, como bem sugerido pelo nosso combativo colega Arienei) vai convidar os coproprietários do nosso sindicato (FESSERGS e CGTB) para observarem a prestação de faz de conta?


DO TEXTO À REALIDADE

A assembleia (des) organizada pela diretoria do SINTERGS no dia 28/02 foi tão deprimente quanto reveladora.
Se, por um lado, ficamos estarrecidos com a bizarrice e as irregularidades patrocinadas pelos governistas do Menino Deus naquela oportunidade, por outro, comprovamos tudo o que tem sido denunciado por intermédio deste blog.
Há muito digo que somos representados pelo “consórcio FESSERGS-SINTERGS-CGTB”, e no dia 28/02, num momento em que deveríamos estar discutindo questões da nossa categoria, a direção do sindicato resolve levar para a Assembleia dois capatazes dessas entidades – um da FESSERGS e outro da CGTB –  coproprietárias do nosso SINTERGS.
Não tenho dúvida de que fizeram isso porque, como se diz, “é o olho do dono que engorda o gado”.
É bom lembrar que, daqui a pouco, a FESSERGS colocará a mão nos nossos bolsos (pela segunda vez) para levar, graciosamente, o que nossa vinculação a ela garante a título de imposto sindical.
Quanto à CGTB, estamos diante de uma flagrante violação estatutária.
O inciso IX do artigo 5º do Estatuto do SINTERGS determina que a filiação do nosso sindicato a outras entidades sindicais pode ser realizada mediante decisão de Assembléia Geral.
Inexiste, portanto, a possibilidade de que tais vinculações sejam estabelecidas a partir de decisão da diretoria do sindicato.
Porém, como se pode ver tanto pelo que foi publicado em dezembro de 2009 pela própria CGTB (cópia ao final da postagem) quanto pelas informações constantes no SIS - Sistema de Informações Sindicais, do Ministério do Trabalho e Emprego, alguém tratou de – deliberadamente, afrontando o Estatuto do nosso sindicato –  vincular o SINTERGS à CGTB, já em 2009.
Como agravante, há o fato de que em 2010 dissemos não à CGTB, numa votação ocorrida na Assembleia Legislativa, no Auditório Dante Barone, logo após a derrubada do veto da Governadora Yeda à emenda da GIC.
Portanto, é preciso apurar a autoria dessa vinculação irregular – quando e de que maneira isso foi realizado –  a fim de que esse (s)  indivíduo (s) seja (m) responsabilizado (s), posto que nunca houve Assembleia da categoria que autorizasse tal vinculação.
Além disso, quando digo no blog que a diretoria do SINTERGS tem medo de Assembleias da categoria, e que evita realizá-las assim como o diabo evita a cruz, vimos, dia 28/02, que isso também é verdade.
A diretoria chegou ao ridículo de levar seguranças  – algo, até então, inédito na história do SINTERGS –  para “se proteger” dos associados (o peso na consciência leva pessoas a atitudes desproporcionais, como essa). Se bem que, nesse caso, creio que os associados também estariam protegidos, caso alguém da diretoria sucumbisse a um surto psicótico, algo bem possível de acontecer, como é cediço.
Nesse compasso, inspirada nas modelares democracias da Coreia do Norte e da Líbia, a diretoria do SINTERGS decidiu permitir manifestações de associados pelo exuberante tempo de três minutos.
Não fosse a intervenção do Joanes, e os representantes do governo no Menino Deus iriam restringir o número de manifestações a dez participantes, numa Assembleia com, aproximadamente, quinhentas pessoas (trezentos e cinquenta  colegas e cento e cinquenta  infiltrados).
Durante as manifestações, aqueles associados que resolvessem dizer o que a diretoria do sindicato não queria ouvir eram presenteados com interrupções e apupos de um grupo de não-associados (e, possivelmente, não-integrantes de quadros representados pelo SINTERGS), “convidados” (infiltrados) pela diretoria a participar da Assembleia.
Sabedor de que esse tipo deplorável de artimanha – típica do sindicalismo de quinta categoria – seria utilizado, entreguei, por escrito, um resumo da minha fala ao 1º Secretário do SINTERGS, a fim de que constasse em Ata:

“Resumo da fala do associado Luciano, que deve constar na Ata da Assembleia Geral de 28/02/2011:

·               Que não estamos filiados à CGTB, haja vista que não houve decisão positiva de Assembleia Geral nesse sentido, na forma determinada pelo inciso IX do artigo 5º do Estatuto do SINTERGS. Pelo contrário: em 2010, a categoria rejeitou a filiação à CGTB no auditório Dante Barone, logo após a derrubada do veto da Governadora Yeda à Emenda da GIC;
·               Que o fato de não ter sido realizada a Assembleia ordinária de novembro de 2010 caracteriza o descumprimento do disposto no artigo 55 do Estatuto do SINTERGS;
·               Que a contratação de serviço de outdoors ou quaisquer despesas extraordinárias não previstas no orçamento de 2011 devem ser previamente aprovadas pelo Conselho Deliberativo, a fim de atender a previsão contida no artigo 45, alínea “d” do Estatuto do SINTERGS.”

Contando com o elevado espírito democrático dessa diretoria, tenho certeza de esse resumo não constará na Ata.
Em suma, tudo aquilo que tenho denunciado pelo blog foi visto pelos colegas na Assembleia do dia 28/02.
O Estatuto do SINTERGS tem sido vergonhosamente desrespeitado pela diretoria do sindicato.
Sonegaram a Assembleia Ordinária de novembro de 2010 (artigo 55), não consultaram o Conselho Deliberativo antes de realizar as despesas com outdoors (artigo 45, alínea “d”), e assumiram perante a categoria que estamos filiados à CGTB, simplesmente porque eles querem essa vinculação, mesmo contrariando o disposto no inciso IX do artigo 5º do Estatuto do SINTERGS e o sonoro não que demos à CGTB no Auditório Dante Barone.
Quando chegou o momento da votação acerca da ideia de colocação de outdoors, o presidente do SINTERGS, antevendo rejeição pela categoria, resolveu, democraticamente, inspirado em Kim Jong-il, encerrar a Assembleia. 
Os associados não puderam opinar sobre os outdoors, que já estavam, na verdade, contratados e colocados nas ruas. Quanto custou essa brincadeira? Nenhum associado sabe. Perguntamos, mas os donos do SINTERGS não responderam.
A bem da verdade, acho muito natural esse tipo de comportamento, pois, afinal, quem os associados pensam que são? Acham que podem decidir sobre o tipo de campanha que o sindicato deve fazer? Acham que podem deliberar sobre os gastos realizados pela diretoria do sindicato? Em que mundo os associados andam vivendo? O SINTERGS não é dos associados, é copropriedade da atual diretoria e de seus parceiros FESSERGS e CGTB. Parem de se meter com assuntos do sindicato, ora!
Lembrem-se de que associados do SINTERGS têm apenas três direitos decorrentes dessa condição: pagar a mensalidade sindical mais cara do Rio Grande do Sul, ser (eventualmente) comunicado a respeito das decisões isoladas da diretoria, e, principalmente, empobrecer.
Isso já é muito, não reclamem.
E se vocês resolverem reclamar usando blogs, saibam que serão democraticamente processados, pois ninguém pode saber a verdade sobre o que acontece no SINTERGS.
Estatuto? Dane-se esse tal de Estatuto! O que importa é que o silêncio dos trouxas garanta a tranquilidade dos espertos. Isso é verdadeiramente liberdade, isso é democracia.
Voltando à questão da “negociação salarial”, no momento em que, numa reunião, sugeri à diretoria do SINTERGS a campanha do “luto pela GIC”, não percebi que havia nessa proposição componentes indesejados pela diretoria: participação diária dos associados, desconforto para o governo e baixo custo.
Já a campanha dos outdoors é muito melhor, pois contém características que interessam (muito) aos nossos “representantes”: nenhuma participação dos associados, nenhum incômodo para o governo e alto custo.
A propósito, o governo está preocupadíssimo com os outdoors. O governador perdeu o sono. Não se fala noutra coisa em todo o Rio Grande. “Foi uma idéia brilhante, a idéia do ano”, disse o dono dos outdoors. O governo concordou, pois também achou excelente.
E foi justamente para que os leitores do blog tivessem a verdadeira dimensão da maravilhosa (e cara) campanha dos outdoors que não lancei esta postagem ainda no dia 28/02. Se a tivesse publicado naquele mesmo dia, alguém poderia dizer que sou implicante. Aguardei dez dias. Poderia ter aguardado quinze, vinte dias. Isso não faria diferença.
O primeiro resultado dos outdoors para os técnicos-científicos é ver o CPERS (que, com a maior dignidade, se recusou a integrar o “conselhão”) negociando com o governo.
Em breve haverá um novo resultado: as entidades representativas dos colegas da segurança pública também se reunirão com o governo para iniciar negociações salariais.
O epílogo dessa campanha chapa branca dos outdoors acontecerá na vala comum do CODIPE, onde correremos o risco de ver nossas carreiras mutiladas por um plano delineado de acordo com os interesses do governo. Não tenho dúvida alguma de que, hoje, querem sepultar a GIC.
A verdade é que não temos quem nos represente, quem defenda os nossos interesses. Estamos à mercê do governo, que fará o que quiser, quando quiser, sem qualquer resistência.
Quem deveria nos representar pratica uma subespécie de sindicalismo que viola regras estatutárias, que utiliza expedientes lamentáveis como infiltrar não-associados em assembleias, que faz despesas extraordinárias (e vultosas) sem autorização da categoria, tendo tudo isso como sinônimo de esperteza, de sagacidade. O que importa para esses pseudosindicalistas é fazer com que a entidade por eles dominada esteja a serviço de seus próprios interesses e não dos associados.
O que resta de positivo nessa história triste, marcada pelo peleguismo de onze que massacra milhares é que, a cada dia, mais e mais colegas abrem seus olhos para a realidade.
As máscaras já não conseguem esconder os responsáveis pela nossa situação, e o que digo no blog, colegas, não é implicância. É simplesmente a verdade, nua, crua e documentada.





PELO BEM DA CATEGORIA – RIO GRANDE



Quero prestar homenagem às colegas de Rio Grande que nesta semana entregaram à diretoria do SINTERGS um abaixo-assinado pedindo nossa desfiliação da FESSERGS.
É com atitudes como essas que vamos levar nossa categoria a viver dias melhores.
Vejam a alegria e a felicidade estampadas nos rostos dos colegas Júlio e Lucídio.  Tenho certeza de que ambos adoraram esse belíssimo exemplo, essa aula de participação e consciência das colegas de Rio Grande.
Parabéns Patrícia e demais colegas de Rio Grande.
Os técnicos-científicos de boa-fé agradecem e aplaudem esse gesto exemplar.

O (ALTÍSSIMO) CUSTO DO NOSSO EMPOBRECIMENTO

Para os técnicos-científicos, empobrecer custa muito caro.
Jogamos R$32,00 por mês numa fornalha cuja única atividade é torrar 200 mil reais por mês, mais de 2 milhões por ano.
Vejam, por exemplo, a diferença entre o custo (exorbitante) da manutenção do SINTERGS e  o do SERVIPOL.
No SERVIPOL as mensalidades são proporcionais aos vencimentos de seus associados.
A menor mensalidade é de R$9,57 e a maior, R$25,27.
Um comissário de polícia (cargo que representa o final de carreira dos agentes policiais) que tem vencimentos maiores que os dos técnicos-científicos, paga apenas R$21,28.
A maior contribuição no SERVIPOL é paga pelos delegados de polícia de 4ª classe (final).
Esses delegados têm vencimentos mensais de, no mínimo, R$14.000,00.
Portanto, um técnico-científico que recebe apenas R$2.600,00 por mês desembolsa R$32,00 e o delegado de polícia que ganha quase seis vezes mais, paga R$25,27.
É importante destacar, também, que o número de associados do SERVIPOL é menor que o do SINTERGS.
Para onde vai todo esse dinheiro do SINTERGS?
A sede do sindicato é uma casa, com poucos funcionários e o SINTERGS nem automóvel próprio possui.
Como é possível torrar 200 mil reais por mês com uma estrutura tão pequena?
Os colegas não acham que deveríamos exigir a redução do valor de nossas mensalidades?
No que tange à inflação oficial, empobrecemos 19% no governo Yeda, mas, se compararmos os nossos salários com os das demais carreiras de nível superior, empobrecemos muito mais. Somos, agora, os primos pobres dentro do nosso próprio sindicato.
Vocês acham justo pagar mensalidades muito mais elevadas que as das demais entidades sindicais por um sindicato inoperante e incompetente?
Vale pagar tanto para quem não apresentou projeto algum para a nossa categoria e, ainda por cima, jogou fora a nossa GIC?
Aproveito a postagem para mostrar que o SERVIPOL também enfrentou problemas internos bem parecidos com os que estamos enfrentando desde 2007 (arquivos ao final da postagem).
Além disso, não posso deixar de comentar a afirmação ridícula produzida no Menino Deus de que “a desunião da categoria só interessa ao patrão.
Ora, o que interessa ao patrão é transformar sindicalista pelego em seu próprio conselheiro, colocando no bolso a entidade sindical dirigida por esse pelego.
Para retirar dinheiro de nossos bolsos (imposto sindical) fomos moeda de negociação com a FESSERGS.
Será que para não colocar dinheiro nos nossos bolsos (GIC) fomos moeda de negociação com o governo?





ATENÇÃO: Foi publicada na edição de hoje (24/02) do DOE dispensa de ponto, a fim de que todos os técnicos-científicos possam participar da assembleia geral da categoria na próxima segunda-feira (28/02), às 14h na Escola Técnica Parobé. É muito importante a participação de todos. Não deixem de comparecer e participar desse momento raro, evitado ao máximo pelos prepostos do consórcio FESSERGS-SINTERGS-CGTB. Todos lá dia 28/02!

UMA REUNIÃO, VÁRIAS LIÇÕES

 
O que aconteceu na reunião de ontem com a Secretária Stela Farias pode ser resumido pelo vaticínio de dois colegas que participam do blog: “Infelizmente imagino que a reunião vai ser para dizer aquele velho bordão:
Devo e não nego, pago quando puder...
”.
Acertaram em cheio! Foi isso mesmo.
Porém, antes de dar continuidade a esse assunto, quero fazer aqui um  relato sobre o acontecimento deplorável havido após a reunião.
Quando já havíamos deixado o gabinete da Secretária, uma figura histriônica do SINTERGS patrocinou mais um vexame para a nossa categoria.
Aos gritos, no meio do corredor, começou a me agredir verbalmente e – não fosse a intervenção dos colegas Gabriel e Robson –  a agressão chegaria, provavelmente, a ser física. Esse indivíduo já havia feito o mesmo com o nosso colega Bonifácio, no dia 06/10/2010 no saguão do CAFF.
É claro que a diretoria do SINTERGS não vai tomar nenhuma providência a respeito do acontecido, mas, pode ser que o Conselho Deliberativo do SINTERGS tome uma atitude, pois o evidente desequilíbrio desse sujeito, absolutamente incompatível com a função por ele exercida no sindicato, poderá acabar machucando alguém.  É o SINTERGS chegando ao fundo do poço.
Além disso, não descarto a possibilidade de que tudo isso tenha sido uma tremenda “armação”, tentando criar um incidente negativo comigo, pois tenho sido uma pedra no sapato do clube do Menino Deus.
Não sei se todos já sabem, mas o presidente do SINTERGS está me processando (queixa-crime que tramita na 7ª Vara Criminal do Foro Central de Porto Alegre) por causa do blog. Sim, ele pretende fazer de mim um criminoso. Vejam só.
Meu crime foi ter criado a GIC, e essa foi a forma encontrada por ele para me punir.
Estraguei o “reajuste linear” do consórcio FESSERGS-SINTERGS. O combinado entre eles era nos empobrecer com o 4+2, e eu estraguei tudo com a GIC ao tentar livrar a nossa categoria desse empobrecimento recorde de 19% num único governo.
A propósito, quando o SINTERGS fez um almoço em homenagem aos que ajudaram no processo da GIC, nem fui convidado.  Entretanto, o SINTERGS convidou o presidente da FESSERGS, que nunca participou de nada em relação à GIC, e que foi o responsável pelo 4+2 e pelos descontos que sofremos a título de imposto sindical.  É óbvio que não poderiam deixar de fora quem realmente manda no SINTERGS.
Agora, como não conseguiram me intimidar com a queixa-crime, é possível que tenham resolvido usar uma pessoa problemática para ficar no meu encalço, tentando, assim, criar fatos negativos.  Os ataques à minha pessoa estão acontecendo de todas as formas possíveis, e preciso registrar isso para que todos saibam como essas pessoas agem fora do palco, quando os microfones estão desligados.
Voltando ao que interessa, a reunião com a Secretária Stela, a verdade é que saímos de lá de mãos vazias.  Não foram estabelecidos quaisquer prazos, tampouco perspectivas de envio de projeto e pagamento da nossa gratificação.
A situação do governo é bastante confortável, pois no dia 21/12/2010 o SINTERGS resolveu retirar a emenda ao PL 274 e assumiu o risco de nos deixar à mercê da vontade do governo. Retirar a emenda foi assinar um cheque em branco.
Mais uma vez, nós é que estamos pagando a conta.
Mesmo com o apoio do Deputado Adroaldo Loureiro, que, gentilmente, permaneceu conosco durante toda a reunião, nada conseguimos, e foi preocupante ouvir a Secretária dizer: “vocês precisam saber que neste ano, talvez não tenhamos capacidade de oferecer um único percentual para ninguém. Essa é uma realidade com a qual nós temos que nos confrontar.”.
Também foi dito que os dados sobre a repercussão financeira da GIC foram requisitados e estarão disponíveis para a Secretária até, no máximo, a próxima segunda-feira (21/02).
Outro aspecto que ficou evidente é a vontade do governo de evitar duas negociações com a nossa categoria. O governo gostaria de eliminar a GIC e fazer um plano de carreira como forma de “economizar”.  Por diversas vezes durante a reunião a Secretária sugeriu essa possibilidade de troca da GIC por um plano de carreira (no futuro, não de imediato).
Trata-se de uma estratégia inteligente do governo, pois eles sabem que a GIC é insuficiente para atender às necessidades de recomposição salarial dos técnicos-científicos.
É conveniente para o governo, do ponto de vista econômico, suprimir a GIC e fazer, futuramente, um plano de acordo com a viabilidade econômica admitida pela Adminstração.
Diante da fragilidade da nossa representação sindical, seria fácil para o governo – de acordo com sua própria conveniência e disponibilidade financeira admitida – estabelecer um plano de carreira para a nossa categoria.
 Não posso deixar de destacar que o melhor momento da reunião se deu quando a Secretária, cuja inteligência e preparo para a função que exerce são inquestionáveis, invocou sua experiência como sindicalista e deu uma lição em nossos representantes.  Disse, de forma sutil, e com palavras amenas, que não entendia como o SINTERGS conseguiu desprezar, por tanto tempo, desde o Governo Britto, o artigo 7º da Lei 10.420/95.
Tive vontade de aplaudir (e ao final da reunião fiz questão de cumprimentá-la por isso) essa lição muito bem aplicada em quem é responsável pela situação em que nos encontramos hoje. Não caímos de paraquedas nesse nível de empobrecimento. Fomos conduzidos a ele, e isso não podemos esquecer.
Em suma, o que nos resta a fazer a partir de agora é mudar a nossa postura.
Chegou o momento de reivindicarmos a GIC de forma criativa, democrática e respeitosa.
Vamos colocar em prática o “Luto Pela GIC” e forçar o governo a cumprir o compromisso assumido em 21/12/2010. É questão de honra para a nossa categoria.
Visitaremos o Piratini e as galerias da Assembleia Legislativa nas datas de votação dos projetos do governo, sempre vestindo nossas camisetas pretas. Vamos empretecer o CAFF. Vamos utilizar a mídia, o twitter e entupir as caixas de e-mail do governo.
É possível que, com nossa mobilização, de uma hora para outra surjam os recursos necessários para custear a nossa GIC.
O governo bem sabe que a remuneração inicial de um técnico-científico já deixou de ser salário para se transformar em ajuda de custo.
Nossa situação é insuportável, não aguentamos mais e não podemos esperar. Vamos à luta, já!
Por fim, quero informar aos colegas que, diferentemente do que consta na página do SINTERGS, a viagem do presidente do nosso sindicato à Suíça, em 2009, foi para entregar na OIT a “Carta de Porto Alegre”, produzida num fórum de precatórios bancado pelo SINTERGS. Na internet ainda há notícias sobre esse fato: http://www.conjur.com.br/2009-mai-30/advogados-servidores-oit-reclamar-pec-precatorios
Nada a ver, portanto, com a Convenção 151.
Diz o ditado: quem preza a verdade não erra.

Postagens mais recentes Postagens mais antigas Página inicial


Topo