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Analistas de Projetos e de Políticas Públicas do Estado do Rio Grande do Sul

PELO BEM DA CATEGORIA – RIO GRANDE



Quero prestar homenagem às colegas de Rio Grande que nesta semana entregaram à diretoria do SINTERGS um abaixo-assinado pedindo nossa desfiliação da FESSERGS.
É com atitudes como essas que vamos levar nossa categoria a viver dias melhores.
Vejam a alegria e a felicidade estampadas nos rostos dos colegas Júlio e Lucídio.  Tenho certeza de que ambos adoraram esse belíssimo exemplo, essa aula de participação e consciência das colegas de Rio Grande.
Parabéns Patrícia e demais colegas de Rio Grande.
Os técnicos-científicos de boa-fé agradecem e aplaudem esse gesto exemplar.

O (ALTÍSSIMO) CUSTO DO NOSSO EMPOBRECIMENTO

Para os técnicos-científicos, empobrecer custa muito caro.
Jogamos R$32,00 por mês numa fornalha cuja única atividade é torrar 200 mil reais por mês, mais de 2 milhões por ano.
Vejam, por exemplo, a diferença entre o custo (exorbitante) da manutenção do SINTERGS e  o do SERVIPOL.
No SERVIPOL as mensalidades são proporcionais aos vencimentos de seus associados.
A menor mensalidade é de R$9,57 e a maior, R$25,27.
Um comissário de polícia (cargo que representa o final de carreira dos agentes policiais) que tem vencimentos maiores que os dos técnicos-científicos, paga apenas R$21,28.
A maior contribuição no SERVIPOL é paga pelos delegados de polícia de 4ª classe (final).
Esses delegados têm vencimentos mensais de, no mínimo, R$14.000,00.
Portanto, um técnico-científico que recebe apenas R$2.600,00 por mês desembolsa R$32,00 e o delegado de polícia que ganha quase seis vezes mais, paga R$25,27.
É importante destacar, também, que o número de associados do SERVIPOL é menor que o do SINTERGS.
Para onde vai todo esse dinheiro do SINTERGS?
A sede do sindicato é uma casa, com poucos funcionários e o SINTERGS nem automóvel próprio possui.
Como é possível torrar 200 mil reais por mês com uma estrutura tão pequena?
Os colegas não acham que deveríamos exigir a redução do valor de nossas mensalidades?
No que tange à inflação oficial, empobrecemos 19% no governo Yeda, mas, se compararmos os nossos salários com os das demais carreiras de nível superior, empobrecemos muito mais. Somos, agora, os primos pobres dentro do nosso próprio sindicato.
Vocês acham justo pagar mensalidades muito mais elevadas que as das demais entidades sindicais por um sindicato inoperante e incompetente?
Vale pagar tanto para quem não apresentou projeto algum para a nossa categoria e, ainda por cima, jogou fora a nossa GIC?
Aproveito a postagem para mostrar que o SERVIPOL também enfrentou problemas internos bem parecidos com os que estamos enfrentando desde 2007 (arquivos ao final da postagem).
Além disso, não posso deixar de comentar a afirmação ridícula produzida no Menino Deus de que “a desunião da categoria só interessa ao patrão.
Ora, o que interessa ao patrão é transformar sindicalista pelego em seu próprio conselheiro, colocando no bolso a entidade sindical dirigida por esse pelego.
Para retirar dinheiro de nossos bolsos (imposto sindical) fomos moeda de negociação com a FESSERGS.
Será que para não colocar dinheiro nos nossos bolsos (GIC) fomos moeda de negociação com o governo?





ATENÇÃO: Foi publicada na edição de hoje (24/02) do DOE dispensa de ponto, a fim de que todos os técnicos-científicos possam participar da assembleia geral da categoria na próxima segunda-feira (28/02), às 14h na Escola Técnica Parobé. É muito importante a participação de todos. Não deixem de comparecer e participar desse momento raro, evitado ao máximo pelos prepostos do consórcio FESSERGS-SINTERGS-CGTB. Todos lá dia 28/02!

UMA REUNIÃO, VÁRIAS LIÇÕES

 
O que aconteceu na reunião de ontem com a Secretária Stela Farias pode ser resumido pelo vaticínio de dois colegas que participam do blog: “Infelizmente imagino que a reunião vai ser para dizer aquele velho bordão:
Devo e não nego, pago quando puder...
”.
Acertaram em cheio! Foi isso mesmo.
Porém, antes de dar continuidade a esse assunto, quero fazer aqui um  relato sobre o acontecimento deplorável havido após a reunião.
Quando já havíamos deixado o gabinete da Secretária, uma figura histriônica do SINTERGS patrocinou mais um vexame para a nossa categoria.
Aos gritos, no meio do corredor, começou a me agredir verbalmente e – não fosse a intervenção dos colegas Gabriel e Robson –  a agressão chegaria, provavelmente, a ser física. Esse indivíduo já havia feito o mesmo com o nosso colega Bonifácio, no dia 06/10/2010 no saguão do CAFF.
É claro que a diretoria do SINTERGS não vai tomar nenhuma providência a respeito do acontecido, mas, pode ser que o Conselho Deliberativo do SINTERGS tome uma atitude, pois o evidente desequilíbrio desse sujeito, absolutamente incompatível com a função por ele exercida no sindicato, poderá acabar machucando alguém.  É o SINTERGS chegando ao fundo do poço.
Além disso, não descarto a possibilidade de que tudo isso tenha sido uma tremenda “armação”, tentando criar um incidente negativo comigo, pois tenho sido uma pedra no sapato do clube do Menino Deus.
Não sei se todos já sabem, mas o presidente do SINTERGS está me processando (queixa-crime que tramita na 7ª Vara Criminal do Foro Central de Porto Alegre) por causa do blog. Sim, ele pretende fazer de mim um criminoso. Vejam só.
Meu crime foi ter criado a GIC, e essa foi a forma encontrada por ele para me punir.
Estraguei o “reajuste linear” do consórcio FESSERGS-SINTERGS. O combinado entre eles era nos empobrecer com o 4+2, e eu estraguei tudo com a GIC ao tentar livrar a nossa categoria desse empobrecimento recorde de 19% num único governo.
A propósito, quando o SINTERGS fez um almoço em homenagem aos que ajudaram no processo da GIC, nem fui convidado.  Entretanto, o SINTERGS convidou o presidente da FESSERGS, que nunca participou de nada em relação à GIC, e que foi o responsável pelo 4+2 e pelos descontos que sofremos a título de imposto sindical.  É óbvio que não poderiam deixar de fora quem realmente manda no SINTERGS.
Agora, como não conseguiram me intimidar com a queixa-crime, é possível que tenham resolvido usar uma pessoa problemática para ficar no meu encalço, tentando, assim, criar fatos negativos.  Os ataques à minha pessoa estão acontecendo de todas as formas possíveis, e preciso registrar isso para que todos saibam como essas pessoas agem fora do palco, quando os microfones estão desligados.
Voltando ao que interessa, a reunião com a Secretária Stela, a verdade é que saímos de lá de mãos vazias.  Não foram estabelecidos quaisquer prazos, tampouco perspectivas de envio de projeto e pagamento da nossa gratificação.
A situação do governo é bastante confortável, pois no dia 21/12/2010 o SINTERGS resolveu retirar a emenda ao PL 274 e assumiu o risco de nos deixar à mercê da vontade do governo. Retirar a emenda foi assinar um cheque em branco.
Mais uma vez, nós é que estamos pagando a conta.
Mesmo com o apoio do Deputado Adroaldo Loureiro, que, gentilmente, permaneceu conosco durante toda a reunião, nada conseguimos, e foi preocupante ouvir a Secretária dizer: “vocês precisam saber que neste ano, talvez não tenhamos capacidade de oferecer um único percentual para ninguém. Essa é uma realidade com a qual nós temos que nos confrontar.”.
Também foi dito que os dados sobre a repercussão financeira da GIC foram requisitados e estarão disponíveis para a Secretária até, no máximo, a próxima segunda-feira (21/02).
Outro aspecto que ficou evidente é a vontade do governo de evitar duas negociações com a nossa categoria. O governo gostaria de eliminar a GIC e fazer um plano de carreira como forma de “economizar”.  Por diversas vezes durante a reunião a Secretária sugeriu essa possibilidade de troca da GIC por um plano de carreira (no futuro, não de imediato).
Trata-se de uma estratégia inteligente do governo, pois eles sabem que a GIC é insuficiente para atender às necessidades de recomposição salarial dos técnicos-científicos.
É conveniente para o governo, do ponto de vista econômico, suprimir a GIC e fazer, futuramente, um plano de acordo com a viabilidade econômica admitida pela Adminstração.
Diante da fragilidade da nossa representação sindical, seria fácil para o governo – de acordo com sua própria conveniência e disponibilidade financeira admitida – estabelecer um plano de carreira para a nossa categoria.
 Não posso deixar de destacar que o melhor momento da reunião se deu quando a Secretária, cuja inteligência e preparo para a função que exerce são inquestionáveis, invocou sua experiência como sindicalista e deu uma lição em nossos representantes.  Disse, de forma sutil, e com palavras amenas, que não entendia como o SINTERGS conseguiu desprezar, por tanto tempo, desde o Governo Britto, o artigo 7º da Lei 10.420/95.
Tive vontade de aplaudir (e ao final da reunião fiz questão de cumprimentá-la por isso) essa lição muito bem aplicada em quem é responsável pela situação em que nos encontramos hoje. Não caímos de paraquedas nesse nível de empobrecimento. Fomos conduzidos a ele, e isso não podemos esquecer.
Em suma, o que nos resta a fazer a partir de agora é mudar a nossa postura.
Chegou o momento de reivindicarmos a GIC de forma criativa, democrática e respeitosa.
Vamos colocar em prática o “Luto Pela GIC” e forçar o governo a cumprir o compromisso assumido em 21/12/2010. É questão de honra para a nossa categoria.
Visitaremos o Piratini e as galerias da Assembleia Legislativa nas datas de votação dos projetos do governo, sempre vestindo nossas camisetas pretas. Vamos empretecer o CAFF. Vamos utilizar a mídia, o twitter e entupir as caixas de e-mail do governo.
É possível que, com nossa mobilização, de uma hora para outra surjam os recursos necessários para custear a nossa GIC.
O governo bem sabe que a remuneração inicial de um técnico-científico já deixou de ser salário para se transformar em ajuda de custo.
Nossa situação é insuportável, não aguentamos mais e não podemos esperar. Vamos à luta, já!
Por fim, quero informar aos colegas que, diferentemente do que consta na página do SINTERGS, a viagem do presidente do nosso sindicato à Suíça, em 2009, foi para entregar na OIT a “Carta de Porto Alegre”, produzida num fórum de precatórios bancado pelo SINTERGS. Na internet ainda há notícias sobre esse fato: http://www.conjur.com.br/2009-mai-30/advogados-servidores-oit-reclamar-pec-precatorios
Nada a ver, portanto, com a Convenção 151.
Diz o ditado: quem preza a verdade não erra.

REUNIÃO NO SINTERGS

Estive hoje no SINTERGS para mais uma reunião sobre a – já insuportável – novela GIC.
Estavam presentes o presidente do SINTERGS e seu vice, boa parte da diretoria e os colegas Joanes, Savoldi, Robson, Ana, Patrício, Ricardo e Ari.
Aproveitei a oportunidade para apresentar um plano de mobilização, que inclui não só a utilização de mídia, mas, principalmente, a participação cotidiana dos técnicos-científicos.
A idéia foi muito bem recebida, mas não quero divulgar via blog os detalhes desse plano, por dois motivos: haverá uma reunião ainda nesta semana com a Secretária Stela Farias e, caso tenhamos boas notícias nessa reunião, não haverá necessidade de mobilização.
De qualquer forma, creio que o SINTERGS abraçará a ideia que apresentei caso o governo frustre nossa expectativa.
Além disso, haverá uma assembleia da categoria no dia 28/02 para tratar, especificamente, sobre a GIC. Fui voto vencido quanto à data. Sugeri (outros colegas também) o dia 23/02.
Enquanto estávamos reunidos no sindicato, o nosso estimado colega Bonifácio de Bróbio estava no lugar certo, na hora certa.
Ele encontrou, por feliz acaso, a Secretária Stela Farias na Assembleia Legislativa, que confirmou a reunião com o SINTERGS ainda esta semana, provavelmente na quinta-feira (17/02) pela manhã.
Obrigado pelas informações, Boni.
Enfim, espero que essa novela termine nos próximos dias, pois, se não terminar, vamos (literalmente) escurecer um pouco a vida do governo.

NOMEAÇÕES

Ontem (11/02) no programa chamada geral 2ª edição, da rádio gaúcha, houve referência a essa estranha discussão sobre as nomeações de técnicos-científicos e servidores do quadro geral. A chamada para o programa se deu nos seguintes termos: Foram nomeados 572 novos servidores no fim do Governo Yeda Crusius. Apesar do concurso realizado em julho, preverá (sic) apenas 55 vagas. O caso estaria sendo analisado pelo MP de contas. Nova Secretaria de Adminsitração garante que o número, apesar de elevado, é insuficiente para suprir todos os quadros que faltam no setor público.
Creio que devemos continuar questionando o governo –  pelo twitter, por e-mails  sobre o porquê da análise parcial das nomeações, que excluiu desse “exame” as de agentes do tesouro (112), de delegados de polícia (199), e todas as outras havidas no mesmo período.
Será que os técnicos-científicos viraram saco de pancadas?
A nomeação de 112 agentes do tesouro significa, em relação à repercussão financeira, o mesmo que nomear 672 técnicos-científicos, haja vista a pequena diferença existente nas remunerações dessas duas categorias, que têm como exigência o mesmo nível de formação educacional (graduação universitária).
É claro que o fato de o SINTERGS estar inativo desde 2007 nos prejudica, mas não podemos ser discriminados pelos governos só porque não temos sindicato. 
Para quem quiser ouvir o programa (que teve uma breve entrevista da Secretária Stela Farias), basta clicar no link: entrevista rádio gaúcha - 11/02 - 17h45min
                      
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